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CALCÁRIO AGRÍCOLA SARP

BENEFICIOS DO USO DO CALCÁRIO CALCÍTICO NA AGRICULTURA

POR QUE MAIS CÁLCIO PARA AS PLANTAS?

O Cálcio é considerado elemento essencial que as plantas necessitam em maior proporção, pois quando em quantidade insuficiente,suas raízes não se desenvolvem e funcionam mal nos processos de absorção de água, fertilizantes,sais e sustentação das plantas. Os tecidos de manutenção ficam mais fracos, as paredes das células, cuja formação o Cálcio participa, não se forma de modo adequado. Dentro da planta, é um elemento que não se redistribui com facilidade, portanto, se houver falta de Cálcio no solo, os órgãos mais novos das plantas são os primeiros a acusá-la: as folhas ficam amareladas e flácidas, o pecíolo entra em colapso e as gemas terminais morrem.
As necessidades de Cálcio de algumas culturas são particularmente altas. As novas variedades de cana de açúcar são um bom exemplo: em 100 toneladas de colmo, há cerca de 50Kg de Cálcio, isto é quatro vezes mais do que nas variedades antigas. As culturas de algodão, tomate, batata, maçã,amendoim, eucalipto, plantas cítricas e hortaliças são também muito exigentes em Cálcio. Isso sem falar das leguminosas com feijão e soja, nas quais o Cálcio tem papel importante na fixação do nitrogênio do ar (A. R. Dechen, E. Malavolta, Albrecht & Davis, Graham, Webb).

Exerce importante papel na germinação e desenvolvimento do algodoeiro (Hinkle & Brown).

Evita a queda de flores e vagens da Soja e Feijão durante a floração (Konno).

Para a cultura do amendoim, o Cálcio é o elemento capaz de evitar o abortamento dos óvulos (Colwell e Brady). Sua deficiência provoca vages chochas e cascas fracas, diminui o índice de fertilidade das flores, torna deficiente o crescimento das raízes e reduz o número de ginóforos formados (Gillier & Silvestre, Nakagawa).

POR QUE MAIS CÁLCIO NO SOLO?

  • O Cálcio é responsável pelo maior número de raízes, principais e laterais, promovendo uma maior exploração do solo, tanto dos nutrientes como em água (Sartain e Kamprath).

  • Melhora as condições estruturais, através da granulação dos solos tornando-os mais absorventes, permeáveis e com maior aeração, regulando a umidade e evitando a erosão.

  • Neutraliza os ácidos orgânicos, favorecendo a atividade microbiana que descompõe os resíduos das lavouras e provoca a nodulação em leguminosas.

  • Bennet e Adams tem mostrado que deficiências de Cálcio podem induzir em menor aproveitamento de outros cátions fornecidos através de fertilizantes.

  • Solos arenosos saturados com Cálcio retém cerca de 2 (duas) vezes mais Potássio do que o mesmo solo saturado com Alumínio (Thomas & Coleman).

  • Adams tem mostrado que o crescimento das raízes depende de um adequado nível de Cálcio em relação a outros cátions na solução do solo.

  • Há um bloqueio no aprofundamento das raízes quando ocorre deficiência desse elemento no solo ou quando o solo é suprido com excesso de magnésio (Rios e Pearson).

Níveis mínimos de Cálcio e Magnésio no solo para diferentes culturas em Kg/há, segundo trabalho realizado na Flórida-USA

Culturas pH Cão MgO
Alfafa e Trevo 6,5 - 7,0 1.347 112
Leguminosas 5,5 - 7,0 840 112
Grãos 5,5 - 6,5 673 112
Pastagens 5,5 - 6,5 673 112

 

         POR QUE O CALCÁRIO CALCÍTICO É MAIS EFICIENTE?

  • Quanto a constituição química dos neutralizantes, tem sido considerado que os calcários calcíticos são mais reativos do que os dolomíticos, principalmente na literatura norte americana (Barber).

  • Anderson e Beaker afirmam que o calcário calcítico é mais efetivo que os demais.

  • Apesar do movimento de bases para camadas abaixo da zona de captação das raízes ser considerado prejudicial, a lixiviação de Cálcio pode ser usada como um importante instrumento para promover o aprofundamento das raízes reduzindo os riscos de déficit hídrico durante os veranicos e reaproveitando outras bases lixiviadas (K. D. Ritchey).

  • Verlêngia e Gargantini mostraram a superioridade do calcário calcítico sobre o dolomítico, na neutralização da acidez do solo, considerando frações de diferentes granulometrias.

  • Após experimentos conduzidos pelo Professor J. A. Quaggio em um cultivar de soja em Conceição do Alagoas (MG),em Latossolo Roxo e outro em Mococa (SP), em Podzólico Vermelho-Amarelo, o IAC recomenda: “Aplicar primeiramente o calcário Calcítico, em doses suficientes para neutralizar a acidez, inclusive do subsolo, com incorporação profunda do corretivo e posteriormente, um pouco de calcário Dolomítico com incorporação superficial, como fonte de Mg. Apenas 1,0 t/há de calcário Dolomítico proporciona produtividade excelente de soja, quando combinando com dose adequada de calcário Calcítico”.         

O CALCÁRIO SARP apresenta uma das melhores texturas existentes no mercado, permitindo uma rápida reação no solo após sua aplicação e um poder de neutralização superior aos calcários usuais.

É a seguinte a análise química e granulométrica média:

Cão (%) 49,0 Porcentagem retida nas peneiras
MgO (%) 0,8 2,00mm  (10  mesh) 0,0
PN (%) 88,0 0,84mm  (20 mesh) 0,2
PRNT (%) 82,0 0,30mm  (50 mesh) 17,6

 

RELAÇÃO CÁLCIO X OUTRAS BASES

            As tabelas abaixo indicam as relações entre as bases recomendadas por diferentes autores e entidades:

Autores Saturação de bases ideal para os solos
  Cálcio Magnésio Potássio Hidrogênio
Wiklander 65% 10% 5% 20%
Graham 75% 10% 2 - 5% 10 - 13%

 Teores médios de Cálcio e Magnésio em (emg/100gTFSA) recomendados para solos Brasileiros:

Autores Cálcio Magnésio Relação Ca/MG
IBC 2,0 – 4,0 0,5 – 0,8 4 – 5   :  1
Moacir B. Sobrinho 2,5 – 5,0 0,5 – 1,0   5  :  1
Gargantini 3,0 – 5,0 0,5 – 0,8   6  :  1
IAC 3,5 – 5,0 0,5 – 0,8 6 – 7  :  1

Trabalhos conduzidos por Bear e A. L. Prince sugerem que a relação no solo de  Ca : Mg : K, deveria ser de 13 : 2 : 1,  para as culturas mais exigentes em Cálcio.

OUTROS BENEFÍCIOS DO CÁLCIO

  • É o cátion mais importante como provedor do aumento da absorção de outros cátions e ánions (Viets).
  • Tem ação reguladora na acumulação de Potássio, Magnésio (Jackson & Evans) e Fósforo (Hutcings).
  • Combina-se com Alumínio e Ferro precipitando-os e com o Fósforo formando Fosfatos de Cálcio que são mais solúveis (Kochhann).
  • A forma absorvida pela planta é a iônica de Ca+2, existente na solução do solo e é diminuída por altas concentrações de K+ e Mg+2 no meio (A. R. Dechen).
  • O aumento nas quantidades de Magnésio no solo, reduz o nível de Cálcio e Potássio nas plantas (Beeson, K. C. e Webb).